Computação em Nuvem para 2014

cloud computingHá menos de 15 anos, se você quisesse ver um filme no computador, só mesmo com um CD ou DVD. Hoje, assistir a vídeos e ouvir músicas pela internet, sem sequer precisar baixá-los para o PC ou celular, já é uma atividade corriqueira. Essa é uma das maravilhas da computação em nuvem, essa transformação tecnológica que chegou para ficar. Nesse modelo, arquivos, programas e até recursos de hardware (como processamento e memória) que ficam localizados em servidores espalhados pelo mundo podem ser acessados diretamente por seu computador, tablet ou celular. É assim que funciona seu webmail ou seu software de internet banking, por exemplo. E a computação em nuvem não afetou apenas nossa vida pessoal. Empresas também se beneficiam, e muito, dessa modalidade de investimento em tecnologia. Em vez de ter de desembolsar altas somas para criar e manter um parque de servidores próprios, elas podem contratar os recursos de que precisam de maneira flexível e escalável, aumentando os gastos de maneira gradativa quando o negócio cresce. Isso explica por que a computação em nuvem não para de crescer. No ano passado, os investimentos na tecnologia aumentaram mais de 67%, de acordo com dados da North Bridge Venture Partners e da GigaOM Research. E ainda tem muito mais por vir. Confira algumas previsões para este mercado no próximo ano:

1 – Crescimento no Brasil: Apesar de ainda ser pequeno quando comparado a países mais maduros, o mercado brasileiro abraça, cada vez mais, o cloud computing. O crescimento previsto para os próximos três anos por aqui, de acordo com o IDC, é de 74% − o que significa algo em torno de 798 milhões de dólares investidos por empresas brasileiras na tecnologia até o fim de 2015.

2 – Nuvens pessoais: Cada vez mais, o cidadão comum está adotando armazenamento e serviços hospedados na nuvem para seus arquivos pessoais e de trabalho (fotos, músicas, agendas, e-mails etc.). Isso não só ajuda a aumentar e a baratear as ofertas, como também a diminuir o medo e a resistência à tecnologia, inclusive por parte das empresas.

3 – Nuvens híbridas: Outra mudança em curso é a maior integração entre nuvens privadas (exclusivas de uma única empresa) e públicas (contratadas de terceiros). Se hoje as pesquisas de North Bridge Venture Partners e GigaOM Research apontam que a nuvem pública é mais usada − com 39% de adoção, ante 34% da nuvem privada e apenas 27% do modelo híbrido –, a previsão, para 2018, é de que a adoção da nuvem híbrida será de 43% (seguida pela nuvem pública, com 32%, e a privada, com 25%). Isso tende a acontecer porque haverá maior necessidade de interconectividade entre as diferentes nuvens.

4 – Pontos de acesso: Outra tendência que já está em curso e deve se intensificar ainda mais é o uso expressivo de equipamentos móveis para acessar a rede, especialmente aplicativos com som, vídeo e tecnologias de localização, de modo que os acessos passam a ser mais instantâneos (é necessário ter um sistema de resposta muito competente) e em número muito maior.

5 – Internet de “todas“ as coisas: As nuvens não são acessadas apenas por pessoas e empresas. Cada vez mais, equipamentos e eletrodomésticos, como geladeiras, carros e TVs, passam a fazer parte dessa rede, alimentado-a com dados e buscando informações para fornecê-las a seus “donos” com rapidez, segurança e comodidade. Segundo previsão do Gartner, o número de dispositivos conectados à internet deve chegar a 30 bilhões em 2010 (ou seja, teremos muito mais “coisas” que pessoas conectadas).

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